18 de setembro
A colcha de retalhos
A colcha de Retalhos
Se sentarmos e olharmos para trás, para nossas vidas, vemos pedacinhos que foram formados ao longo do tempo...Tente pegar um a um e vejam como falam e quantas histórias já vivemos.
Cada uma é um quadradinho, uns com grandes aprendizados, outros que pasaram desapercebidos, alguns se perderam e não deu para recuperar.
Em muitos vivemos grandes alegrias, amores que ainda valem hoje um sorriso, grandes e inesquecíveis amores, outros nem tanto..., criamos retalhos coloridos e também preto e branco, mas não teria como montar uma cena de uma história apenas com cores; sonhos, ahhh os sonhos...uns foram realizados e nos fizeram tão felizes, outros viraram pesadelos e há aqueles que talvez, sejam delírios, mas quem disse que não vale a pena delirar? :)
Em alguns retalhos existem pessoas, umas se foram para sempre, mas ficaram no coração, algumas valeram ser chamadas de amigas e outras, trouxeram decepções, lágrimas e uma vontade grande de esquecer, mas não dá porque também fazem parte da história.
Quantos pedacinhos e chegamos "aquele" onde uns tem vários desenhos e outros nem tanto, porque depende da vivência e de como ele foi, se forte ou não, o retalho do medo.
Se cada um de vocês fosse fazer a sua colcha onde colocaria mais figuras, mais traços ou cores?
Em que quadradinho da colcha de retalhos?
Percebi que o meu pedacinho ligado ao medo teria uma quantidade imensa de imagens, tantas que quase não daria tudo dentro, mas talvez, porque tenha me prendido muito a ele. No entanto, também nele eu colocaria pássaros que sempre foram meus companheiros, o mar que eu olhava da minha varanda no período de isolamento e até flores que criaram um jardim estremamente especial para mim porque elas surgiram nessa época da minha vida e sabem de uma coisa, esse retalho ficaria bonito porque nele eu colocaria muito mais figuras humanas do que nos outros. É...e colocaria cada uma com uma luzinha do lado porque foi assim que ficaram dentro de mim e fizeram parte da minha história, iluminando mesmo quando traziam dor, decepção, mágoas ou muitas lágrimas.
Nesse pedacinho da minha colcha eu vejo que a parte mais forte é a figura humana e é exatamente ela que faz o meu retalho do medo não ser escuro, feio e preto e branco porque uma é vermelha, a outra azul, um monte de cores.
Então, vi que existiam histórias dessa fase que mereciam novos quadrados de retalho e eles foram ficando cada vez mais bonitos, mais suaves mesmo em meio a uma nuvenzinha mais escura aqui e ali.
Foi gostoso olhar a minha vida como uma colcha de retalhos, cria-la dentro de mim e perceber o quanto ela está grande e que nenhum quadrado é feio, mesmo o do medo.
Quando olhamos com atenção a nossa colcha vemos que ela tem pedaços de algodão, de chita, de seda, de juta e é exatamente essa diversidade que dá vida à nossa história.
Quando paramos e criamos a nossa colcha dentro de nós, quando nos permitimos realmente entender o que cada quadradinho daquele significa vemos o quanto aprendemos, o quanto a nossa presença nesse mundo não foi à toa e que tudo, absolutamente tudo valeu a pena.
Foi muito bom fazer a minha colcha de retalhos e sei que ela terá mais quadradinhos até o fim da minha vida e não importa muito o que terá neles, se luz, se sombra porque é a minha história e descobri que todas elas são bonitas quando não paramos apenas em um quadradinho e damos a ele um valor maior do que os outros.
Se o de hoje está sem muito colorido, se falta figuras humanas, o de amanhã poderá ser diferente, talvez povoado demais e ele se torna especial exatamente porque não sabemos como será e esse quadradinho eu chamo de esperança.
Faça a sua colcha de retalhos. Crie-a no papel, com tecido ou apenas em sua mente.
Tenho certeza absoluta que você sorrirá e aprenderá muito, assim como aconteceu comigo. :)
Tive vontade de trazer essa experiência e compartilha-la com vocês.
Um beijo
Malu
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